O Bulldog Francês na atualidade

Existem muitas especulações a respeito da origem do Bulldog Francês.

A mais comum afirma que estes são originários dos Bulldogs Ingleses anões, que foram levados até a França por artesãos ingleses no período da Revolução Industrial e da crise econômica Britânica.

Uma das principais funções desses cães era caçar ratos e servir de companhia para os açougueiros, proprietários de cafés e prostitutas parisienses. Já no fim do século XIX a raça havia caído no gosto da alta sociedade francesa.

Com o passar do tempo, na busca de aperfeiçoarem a raça, cruzaram-no com Terriers e o Pug, mas foi nos Estados Unidos que surgiram as famosas orelhas de morcego.

Atualmente o Bulldog Francês é muito popular, uma ótima notícia, levando em consideração que o número de exemplares despencou até quase à extinção da raça após a I Guerra mundial.

Criadores sérios e amantes da cinofilia mantiveram o ideal de continuar com a criação dos Bulldogs Franceses, dedicando tempo em estudo e pesquisa para fortalecer a base genética de seus animais, prezando por um corpo mais curto, patas menores e cabeça grande, ou seja, o Bulldog que se conhece hoje em dia.

Como tudo que se populariza demais pode perder qualidade é importante que o criador entenda de consanguinidade, principais características físicas e comportamentais, principais doenças que afetam a raça e compreender o que é um bom pedigree.

Nos dias de hoje há canis com um trabalho tão sério que possuem na linhagem de seus cães, registros de descendentes de meados de 1850, o que comprova seu comprometimento em manter o padrão genético o mais forte possível. Países como Bélgica, Holanda, Itália, Rússia e Dinamarca estão no topo da lista dos melhores canis do mundo.

Sem sombra de dúvidas, seria desrespeitoso falar do Bulldog Francês e não falar de um canil em especial: o “De La Parure”. Esse é o mais importante kennel do mundo, seus cães chegam à beira da perfeição que se deseja num Bulldog Francês e não é à toa que corriqueiramente se encontre exemplares seus em quase todos os pedigrees dos grandes criadores do mundo.

Não se trata apenas de questões meramente estéticas, mas de um registro vivo da história do Bulldog Francês. O De La Parure é base para todos os canis sérios que buscam melhorar o plantel e produzir grandes campeões nas pitas. Longe de intuir desrespeito aos outros grandes canis que existem, o que se diz aqui é apenas um fato observado ao longo de muito estudo sobre linhagem sanguínea, formação de um bom pedigree e origem da raça.

Há presentemente outros criadores que estão num patamar de importância parecido, podendo citar canis como: Leiboll’s, Daulokke’s, Petti Levr, A’vigdors, Fabelhaft Robobull,

Jacquella, Van Muppys Place, Van Wilcora, Blance Noir’s, Geluna von Hempel, Lebull’s, Van Marven’s Fortuna, of Little Bombardier, El Fuerte, Fithian’s, iz Palevi Bulldogov, Van Moezel’s Oever, Van Sans Pareil, Belboulecan, De La Champetre, Kinibox, Du Sourire Doux, De La Renaissance du Phenix, V. D. Mestreechteneerkes, Bull Ranch, etc, etc.

Na América Latina, principalmente na Argentina e no Brasil, existem kennels com linhagem estupenda.

O Brasil é detentor do melhor Bulldog Francês do mundo eleito em 2015, seu nome: Loco Loco De La Parure, de propriedade do Canil Bull Ranch, onde seus criadores estudam constantemente a raça, viajando para a Europa, realizando congressos e seminários com os grandes mestres da área.

Com um plantel extremamente selecionado, utilizando de base cães De La Parure, Leiboll’s, Daulokke’s, Del Akires e Petti Levr, eles buscam não apenas conquistar cada vez mais resultados nas pistas de todo o mundo, mas fortalecer a raça, levando no sangue de seus animais quase 200 anos de história do Bulldog Francês.

Ter um exemplar Bull Ranch não significa que ganhará todas as exposições, mas uma garantia de que a genética idealizada num passado muito distante e a história estarão correndo nas veias de seu cão!

 

Autor: David Prado